Início » Bursite e Tendinite
BURSITE e TENDINITE
Anatomia:
Bursas, são bolsas com líquido no seu interior, com a finalidade de diminuir o atrito entre as estruturas das articulações. No ombro, estas podem se localizar nas regiões subacromial, subdeltoidea e subcoracoidea.
A principal delas é a subacromial, a qual encontra-se sob o acrômio e acima do manguito rotador, conjunto de tendões que auxiliam nos movimentos do ombro. Fazem parte deste, os tendões e os respectivos músculos do subescapular, supraespinal, infraespinal e redondo menor.
Por que ocorre?
A BURSITE é o termo utilizado quando a bursa apresenta-se inflamada. Com isso, torna-se espessada, com maior acúmulo de líquido no seu interior, reduzindo assim o espaço subacromial. Tal condição, na maioria das vezes, é dolorosa, prejudicando os movimentos do ombro. A inflamação da Bursa é decorrente, em geral, da SÍNDROME DO IMPACTO DO OMBRO.
Esta é uma doença na qual ocorre impacto dos tendões do manguito rotador, especialmente o do supraespinal, no arco coracoacromial, nome dado à estrutura osteoligamentar composta pelo osso acrômio e o ligamento coracoacromial. Considerando que a Bursa localiza-se entre essas estruturas, esta também sofre esse mecanismo de impacto, ocasionando a sua inflamação (BURSITE), assim como dos tendões (TENDINITE).
Como fazemos o diagnóstico?
O diagnóstico da SÍNDROME DO IMPACTO DO OMBRO, é baseado no quadro clínico do paciente. A queixa é de dor ao elevar o braço, principalmente acima de 90o, ou seja, acima do nível do ombro. O quadro intensifica-se quando esse movimento é realizado de forma repetitiva, por tempo prolongado ou com muita carga
O diagnóstico em geral é confirmado pelos exames de imagem. Inicialmente começamos nosso estudo com radiografias na pesquisa de alteração na estrutura óssea, como por exemplo a existência de esporão no acrômio.
Para avaliar a Bursa e os tendões, podemos utilizar a ultrassonografia, porém esta nos fornece informações muitas vezes limitadas. Já a ressonância magnética é o melhor exame de imagem, nos permitindo avaliar o estado do manguito rotador, ou seja, se possui algum grau de lesão ou apenas um processo inflamatório.
Tratamento:
Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento inicialmente é conservador, ou seja, não cirúrgico. O princípio é fazer com que não haja mais impacto nas estruturas mencionadas acima, ou seja, eliminar a causa da doença. Nesse momento, orientamos o paciente evitar o movimento ou atividade que ocasione dor. Introduzimos medidas para eliminar o processo inflamatório local, tais como medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia. A partir daí, prosseguimos com o processo de reabilitação propriamente dita. Nesta fase procuramos recuperar o alongamento muscular, capsular e ligamentar. Inicia-se um trabalho de fortalecimento muscular do manguito rotador como um todo, bem como da musculatura que estabiliza a escápula. Em geral, o tratamento conservador tem índice de resultados satisfatórios em torno de 80% dos casos.
Os pacientes que não evoluem satisfatoriamente, ou seja, que permanecem com dor por um período de mais de 6 meses de tratamento, podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico artroscópico. O principal objetivo deste é remover a causa do impacto no ombro e a dor do nosso paciente. Com isso, evitamos também a progressão da doença e, consequentemente, a ruptura do tendão.
A cirurgia é realizada utilizando-se uma câmera de vídeo, na qual o objetivo é remover a bursa inflamada, o esporão acromial e eventualmente regularizar alguma fibrilação do tendão.
Rua Borges Lagoa, 1605
(11) 91314-9697