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CAPSULITE ADESIVA ou OMBRO CONGELADO
O que é a CAPSULITE ADESIVA (OMBRO CONGELADO)?
Este é o nome dado a um quadro em que ocorre uma inflamação da cápsula do ombro. Esta é um tecido que envolve circunferencialmente a articulação.
POR QUE OCORRE?
POR QUE OCORRE?
A sua inflamação faz com que a cápsula fique espessa e sem elasticidade, o que ocasiona a dor e limitação do movimento articular do ombro.
POR QUE OCORRE?
A capsulite adesiva pode ser classificada de acordo com sua origem em:
- causa desconhecida ou também denominada de idiopática.
- intrínsecas, decorrentes de alterações no ombro, como um simples trauma local, uma tendinite calcárea, uma lesão do manguito rotador (ruptura dos tendões) entre outros;
- extrínsecas, que são secundárias a outras doenças que não envolvam diretamente o ombro, como doenças da coluna cervical, alterações neurológicas (derrame cerebral), cirurgias torácicas entre outras;
- sistêmicas, relacionadas a doenças como diabetes, alterações na função da tireóide, doenças que afetam o sistema imunológico entre outras. Os estudos mostram que os pacientes diabéticos costumam ter pior prognóstico.
Como fazemos o diagnóstico da CAPSULITE ADESIVA (OMBRO CONGELADO)?
O diagnóstico desta doença é basicamente clínico. Este é caracterizado por dor e limitação dos movimentos do ombro, tanto ativamente (o paciente realiza o próprio movimento), quanto passivamente (o médico realiza o movimento para o paciente). A dor nesta fase (“Congelamento”) ocorre principalmente quando o movimento é bloqueado antes do seu limite natural.
Do ponto de vista de exames de imagem complementares, utilizamos a radiografia para excluir outras doenças como diagnóstico diferencial, tais como a artrose do ombro ou uma luxação inveterada (crônica), ou seja, aquela em que a articulação não foi reduzida. Além disso, solicitamos também a ressonância magnética. Nesta observamos sinais de capsulite adesiva como espessamento, redução volumétrica e edema da cápsula articular.
A evolução da doença é dividida em três fases. A primeira delas é a hiperálgica (fase dolorosa), na qual o paciente ainda possui uma amplitude de movimento praticamente normal, porém queixa-se de dor intensa, às vezes mesmo em repouso. Na segunda fase, na qual há o “congelamento” do ombro (fase de rigidez), o paciente evolui com perda dos movimentos, o que ocasiona importante incapacidade funcional juntamente com a dor. Há, na maioria das vezes, grande dificuldade de realizar suas atividades diárias, como, vestir-se, colocar a mão no bolso, fazer atividades físicas, pentear-se, etc. A terceira fase é a de “descongelamento”, na qual os movimentos retornam de forma gradual, lenta, ao longo de meses e o alívio da dor é também progressivo.
A quantidade de movimento limitado pode ser mensurada comparando com o lado contralateral, desde que este não tenha tido nenhuma doença com consequente limitação. Classificamos a gravidade da doença de acordo com a amplitude medida em relação ao lado contralateral em: leve (elevação ≥ 75%), moderada (50 – 75%) e grave (< 50%).
O quadro costuma ter evolução lenta, em geral em torno de 6 meses podendo estender-se até em torno de 2 anos. Acomete, na maioria das vezes, indivíduos do sexo feminino e entre 40 a 60 anos de idade.
Sabe-se que a cápsula do ombro é inervada pelo nervo supraescapular. (Figuras 6 e 7) A alteração do funcionamento deste é responsável pela sua inflamação, porém não conseguimos exatamente determinar o motivo desta disfunção neurológica. Somente que está relacionado com as condições descritas acima.
Como realizamos o tratamento da CAPSULITE ADESIVA (OMBRO CONGELADO)?
Para tratarmos a capsulite adesiva, podemos lançar mão de algumas opções de tratamento. Dentre estas, o bloqueio do nervo supraescapular destaca-se por agir diretamente na estrutura anatômica envolvida no desenvolvimento do quadro inflamatório. Esse é feito com anestésico, em geral, a bupivacaina (Neocaina) a 0,5% ou a Ropivacaína. O bloqueio auxilia na recuperação da função normal do nervo.
Além disso, associamos o tratamento medicamentoso, com analgésicos, eventualmente anti-inflamatórios no início da terapia, corticoide aos pacientes não diabéticos e medicamentos moduladores da dor. A fisioterapia é utilizada para auxílio na diminuição da dor e recuperação dos movimentos normais do ombro com exercícios de alongamento seguido, posteriormente, pelo reforço muscular decorrente da hipoatividade do membro durante o curso da doença.
O tratamento, em geral, tem grande índice de sucesso, ou seja, normalmente o paciente recupera-se sem a necessidade de cirurgia. No entanto, naqueles casos que o resultado desejado não é obtido, a cirurgia artroscópica tem grande importância.
Com auxílio do vídeo, utilizando-se uma câmera, ou seja, minimamente invasiva, com apenas poucos portais (incisões de aproximadamente 0,5cm) realizamos a chamada capsulotomia circunferencial do ombro.
Nesta cirurgia agimos como se estivéssemos alongando a cápsula, visto que a incisão nela sofrerá um processo de cicatrização posteriormente. Com isso, automaticamente proporcionamos a recuperação dos movimentos de imediato. No entanto, é parte integrante desta etapa do tratamento a fisioterapia imediata, de preferência, já durante a internação sob efeito de analgésicos e anestésicos.
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